Aconteceu ontem, 09 de agosto de 2011, às 16 horas no Prédio da Engenharia de Produção uma reunião com o Diretório Central dos Estudantes "Guy Tôrres", todos os Diretórios Acadêmicos (DAA, DAADS, DAEP, DAZ), o Diretório Técnico Estudantil (DTE) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE-Bambuí) a fim de explicar e esclarecer o motivo do movimento que está acontecendo em todo Brasil, inclusive no Instituto Federal de Minas Gerais-Campus Bambuí.
O movimento se caracteriza por alguns dos principais pontos apresentados a seguir:
1- Reajuste salarial de 14,67%
2- Destinação de 10% do PIB para a Educação Pública
3- Implementação em todos os Institutos das 30 horas semanais, já que este regime já é praticado no próprio Ministério da Educação
4- Equiparação do valor Auxílio Alimentação com os demais servidores federais, considerando o valor mais alto
5- Veto do Projeto de Lei 549/2009, que define congelamentos de gastos para os próximos 10 anos, o que implica: redução de vagas para concursos, retirada de direitos dos servidores, não reajustamento e reestruturação salarial
6- Veto do Projeto de Lei 248/98, que trata da demissão do servidor a partir da avaliação insuficiente
7- Estruturação de uma política clara de qualificação e capacitação para os servidores
8- Discussão do programa de terceirização
9- Entre outras dezenas de projetos que retiram direitos e que hoje tramitam no Congresso Nacional.
O SINASEFE tem sentido dificuldades nas negociações com o Governo Federal. Tem, inclusive, considerado 'truculento' o tratamento recebido pelos responsáveis para mediar as negociações. Neste sentido, a greve surge como instrumento de pressão para que a negociação aconteça.
No dia 04/08/2011 o Sindicato convocou uma Assembléia Geral onde decidiu-se pela aprovação de um INDICATIVO DE GREVE dos docentes e técnicos-administrativos do IFMG-Campus Bambuí, que estará em vigor para a próxima Assembléia que acontecerá amanhã (11) às 16 horas no Salão Nobre do referido Instituto, quando será discutida e votada a DEFLAGRAÇÃO DE GREVE.
Chegou a hora da decisão. Será que devemos ir para a greve e construir resistência para os ataques que já estão sendo aplicados e aqueles que estão por vim OU aguardar resignados pelo que virá pela frente, sem qualquer perspectiva de melhora para os próximos dois, três ou quatro anos?
Para nós alunos esta situação é bastante complicada, afinal nos prejudicará bastante, onde atrasaremos nossos estudos e teremos provavelmente que repor as aulas perdidas nos finais de semana, feriados e férias. Mas também devemos pensar que a qualidade do ensino no Brasil está cada vez pior e que se não dermos um BASTA agora e apoiar esse movimento o nosso ensino vai por água abaixo, visto que não teremos profissionais qualificados interessados em seguir a carreira de professores e então teremos que nos contentar com aqueles mal preparados e desqualificados, que se sujeitam a qualquer migalha oferecida pelo Governo.
Vamos colocar na balança e raciocinar o que será mais viável. Apoiar o movimento ou bater de frente com ele? Pense.
Amanhã teremos uma decisão em relação a deflagração da greve, esperamos que seja tomada da melhor maneira e que se tenha o mínimo possível de prejuízos para todas as partes envolvidas. Estamos de olho!
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