ATA Nº12 DO DIRETÓRIO CENTAL DOS ESTUDANTES “GUY TÔRRES” DO IFMG – CAMPUS BAMBUÍ
Aos três dias do mês de maio de dois mil e onze, às dezessete horas, reuniram – se no Prédio Administrativo (Direção Geral) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Minas Gerais – Campus Bambuí, o presidente do Diretório Central dos Estudantes “Guy Tôrres” Dirceu Clemente Rocha Júnior, a vice-presidente Maria Silveira Costa, o Secretário Geral Josimar Rodrigues Oliveira, o Tesoureiro Geral Moacir Alves Andrino e o Diretor Geral do IFMG – Campus Bambuí Flávio Vasconcelos Godinho para discutir os seguintes assuntos colocados em pauta: Dirceu relatou ao Diretor Geral que a participação do DCE “Guy Tôrres” no Encontro Nacional das Escolas Técnicas (ENET), promovido pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES/UNE), nos dias vinte e um a vinte e quatro de abril de dois mil e onze, no Rio de Janeiro foi muito produtivo para o crescimento e fortalecimento do DCE e da instituição; Dirceu falou que foi possível avaliar durante estes dias os problemas que as escolas técnicas municipais, estaduais, federais, universidades e institutos federais vêm sofrendo devido a expansão da rede federal e o corte de recursos da educação; Josimar comentou que no decorrer do evento eles puderam levantas os vinte principais problemas da educação técnica no Brasil, sendo estes dados publicados no blog do DCE; outro ponto importante levantado pelo presidente do DCE “Guy Tôrres” Dirceu foi o fato de que o Campus Bambuí e o Campus Congonhas foram considerados um dos melhores campus de Institutos Federais do Brasil, visto que os problemas que são observados no IFMG são de menor gravidade em relação às demais escolas técnicas e institutos federais presentes no evento; Josimar comentou sobre a criação da Federação Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas (FENET) fundada durante este evento pelos grêmios estudantis presentes no evento e o fato de o DCE “Guy Tôrres” ser o único Diretório Central dos Estudantes do Brasil presentes no evento; Dirceu comentou também que inúmeras escolas técnicas e institutos federais reprimem os alunos por expressar suas idéias ou pelo simples fato de tentar montar um grêmio estudantil que é um direito estudantil garantido pelas leis 7395/85 e 7398/85; Dirceu comentou a respeito do Dia Nacional de Lutas Estudantis que ficou definido durante o ENET, neste dia os alunos de todo o país vão parar e se mobilizarem para lutar por uma demanda específica de sua instituição que será promovido no dia dezenove de maio de dois mil e onze. Dirceu comentou também sobre a ligação que os grêmios estudantis possuem com partidos políticos revolucionários, comunistas e socialistas que leva os alunos a lutarem por uma ideologia partidária ao invés de buscarem as melhorias necessárias para a educação; O Diretor Geral Flávio Godinho comentou com os alunos do DCE “Guy Tôrres” que o envolvimento dos grêmios com partidos políticos é um histórico antigo nas instituições de ensino e que realmente há interesses de parlamentares por trás do envolvimento com estudantes; Josimar comentou que os parlamentares acabam vendando os olhos dos estudantes para a realidade que acontece no país, citando o exemplo do corte de verbas para a educação e o aumento absurdo de salários na câmara e no senado federal; o Diretor Geral Flávio Godinho também comentou sobre alguns fatos como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) que durante dois anos teve grandes problemas, levando o mesmo a certo descrédito por parte de universidades e instituições públicas de ensino e lembrou que as universidades e instituições particulares torcem de certa forma para que a proposta do ENEM não funcione no Brasil; segundo Flávio, este modelo seria a forma mais justa de qualquer cidadão ingressar na universidade ou instituição pública por mérito, tendo o direito de escolher qualquer curso em qualquer universidade do país, simplesmente em função da nota obtida pelo candidato no ENEM, enquanto que no vestibular tradicional, as pessoas tendem a se restringir em escolhas profissionais locais conforme a oferta e disponibilidade de cursos/instituições próximas de sua região; outra demanda que ele comentou com os diretores do DCE “Guy Tôrres” foi sobre a formação de professores pelos institutos federais com os cursos de licenciatura, porém as pessoas são desmotivadas no sentido de cursarem licenciatura em função das precariedades do ensino básico, principalmente em instituições de ensino fundamental e médio do estado, pois devido à desvalorização destes profissionais nesta rede de ensino, as vagas destes cursos acabam não sendo totalmente preenchidas, portanto existe um projeto do governo federal de federalizar o ensino básico a fim de melhorar a qualidade da educação no Brasil; o Diretor Geral Flávio Godinho foi indagado pelo Secretário Geral do DCE “Guy Tôrres” Josimar se seria uma boa idéia o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET MG) se unir ao Instituto Federal Minas Gerais (IFMG), visto que o Ministro da Educação Fernando Haddad tentou impor a esta instituição de ensino que entrasse na Rede dos Institutos Federais, assim como foi proposto para o Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (CEFET RJ), só que a proposta deles ao governo é para que sejam transformados em Universidades Federais Tecnológicas, de acordo com o Diretor Flávio, seria muito orgulho do Diretor Geral do CEFET MG voltar atrás e se unir com o IFMG, porque na época da institucionalização, os dois únicos Centros Federais que ficaram fora foram exatamente os CEFET’s de Minas Gerais e do Rio de Janeiro com a proposta de se transformarem em Universidades Federais Tecnológicas, da mesma forma que aconteceu com o Centro Federal de Educação tecnológica do Paraná (CEFET - PR), que é a única Universidade Tecnológica do país, porém, este modelo não agradou o ministro da Educação e o Governo Lula; Flávio ainda citou que em países como os Estados Unidos, as melhores instituições de ensino são institutos e que este modelo trará inúmeros benefícios, além de valorizar os Campus interligados, visto que a possibilidade de conseguir mais recursos financeiros e se estruturar melhor é muito maior; Flávio citou no próprio Brasil o exemplo do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), um dos mais conceituados no país e comentou que o Ministro da Educação não é a favor do modelo das Universidades Federais Tecnológicas e com isso os CEFET’s ainda existentes atualmente quase não recebem investimentos, sendo revertido a eles quase que somente os recursos para manutenção e funcionamento; de acordo com o Diretor Geral Flávio pela estrutura e número de cursos o CEFET MG não aderiria ao IFMG e talvez pudesse requerer do governo algo como se transformar em um Instituto federal de Belo Horizonte, o que seria muito pouco provável de ser aceito pela atual administração desta instituição; o Diretor Geral Flávio ainda salientou que o CEFET MG não expande mais devido a restrições do governo, sendo que inclusive os campus do CEFET MG localizados nos municípios de Araxá, Curvelo e os novos Campus provavelmente serão redirecionados para fazer parte do IFMG; segundo o Diretor Flávio eles perderam a força política na rede federal e citou como exemplo o recurso de 4,5 milhões que o IFMG – Campus Bambuí conseguiu através da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), diferente dos CEFET’s que não conseguem de forma fácil este tipo de apoio; Josimar comentou com o Diretor Geral que os diretores da Cooperativa Escola dos Alunos (COETAGRI) não estão conseguindo desenvolver seus trabalhos em prol dos alunos porque a COETAGRI fica aberta somente no horário de sete da manhã às dezessete horas da tarde, sendo que o horário mais propício para estes estudantes desenvolverem seus trabalhos seriam após as dezoito horas, outro fato levantado foi o de que os alunos da noite não tem contato com a COETAGRI devido a esta falta de funcionamento durante a noite e a questão sobre o tesoureiro não ter acesso ao cofre da COETAGRI; outro fato argumentado foi à questão da movimentação de cheques da COETAGRI sem a assinatura do presidente Samuel, a função do funcionário José Maria, visto que este funcionário é contador e a COETAGRI tem que arcar com contabilidade externa da instituição e por fim foi levantado a necessidade de um professor orientador da COETAGRI conforme previsto no estatuto deles, sendo que alguns professores como Cássia Noronha e Márcio Rezende já se mostraram interessados neste sentido perante o presidente da COETAGRI Samuel; o Diretor Flávio Godinho argumentou que os alunos não tem acesso após as dezessete horas na sala da COETAGRI porque esta fica em anexo com outras da Assistência Estudantil e devido a isso há esta limitação, porém foi proposto ao presidente da COETAGRI que esta se mudasse para o local onde atualmente funciona a Cantina I (Barzinho do prédio principal), ficando em anexo com o Bazar da Cooperativa que já está instalado no local e com isso os alunos poderiam se adequar melhor neste ambiente com total acesso e que em torno de um mês esta mudança já poderia ser feita se os diretores da Cooperativa concordarem, devido à mudança do Barzinho para a área de convivência próximo a Capela Ecumênica; quanto à emissão de cheques foi esclarecido que o presidente da COETAGRI pode solicitar uma auditoria a qualquer momento sobre o José Maria para avaliar em função do que está sendo emitido estes cheques, visto que há os canhotos e comprovantes todos disponíveis; para a questão do professor orientador o Diretor Flávio disse não ter restrições quanto à escolha deste para a COETAGRI, que este professor pode ser convidado pela diretoria da Cooperativa, porém é importante que este professor tenha o aval da Diretoria Geral do IFMG, pois o Diretor torna-se um Co-Responsável por todos os atos da Cooperativa que leva o nome do Instituto e representa seus respectivos alunos; neste sentido, ele sugeriu que os diretores da COETAGRI conversassem com o professor Valter, que é um novo docente com formação na área de Cooperativismo e Mestre em Agronegócio, portanto, ele acredita que este possa auxiliar muito nas atividades da Cooperativa e suas atividades, pois segundo o Diretor Flávio, seria uma alternativa melhor para a COETAGRI uma vez que ele considera o professor Márcio Rezende um profissional mais distante da instituição com menor disponibilidade e a Cássia Noronha por ser pedagoga** talvez não seja tão recomendada para a função em questão; em relação à função do funcionário José Maria, este é um contador do Instituto Federal Minas Gerais e que há a necessidade de um profissional de contabilidade externa para auditoria anual da COETAGRI; o Diretor Flávio sugeriu portanto que fosse marcada uma reunião entre a COETAGRI, o DCE e o José Maria para outros esclarecimentos quanto a este funcionamento da Cooperativa, ficando assim confirmado; já a questão do cofre, até o próprio estudante Josimar argumentou que talvez seja complicado devido à diretoria da COETAGRI mudar anualmente e se for de senha talvez seja difícil gerenciar esta troca de senha e até mesmo a questão de confiar em todos que passam pela administração da mesma, ficando para ser esclarecida com o José Maria nesta reunião; Dirceu levantou a questão do curso de inseminação artificial que todo ano é promovido pelo IFMG – Campus Bambuí para os alunos do Curso Técnico em Agricultura e Zootecnia e que até o momento não houve cogitação de ser realizado, sendo que o veterinário Eduardo da Inovar, se dispões a ministra-lo aos alunos; o Tesoureiro Moacir lembrou que havia sido feito licitação para comprar as novilhas para o curso e que estas estariam chegando até sexta-feira da próxima semana; Dirceu ainda comentou sobre a possível realização de um curso de casqueamento a ser realizado pelo IFMG – Campus Bambuí aos alunos do Curso Técnico Agrícola, porque no semestre passado este foi conseguido para os alunos pelo professor Rafael Bastos; o Diretor Geral deixou claro que assim que as novilhas chegarem será promovido o curso de inseminação artificial e que o curso de casqueamento não é tradicionalmente oferecido pela instituição, mais poderia ser conseguido pelos professores através da Coordenadoria de Extensão com a professora Murielle Morais, da qual o presidente do DCE “Guy Tôrres” Dirceu ficou comprometido de consultar; ao ser questionado sobre o xérox pelo Diretor Geral, Dirceu comentou que está pretendendo fazer uma parceria com a COETAGRI para que seja instalada uma máquina de xérox exclusiva para os alunos através da Cooperativa na casa sede do DCE. Dirceu relatou ainda a respeito do refeitório falando que diminuiu a quantidade de pães para cada estudante e a carne na hora do almoço e jantar, porém foi salientado que o grande problema é que o número de alunos que alimentam no refeitório está aumentando e a quantidade de alimento continua a mesma, ou seja, a demanda aumentou e a oferta continua a mesma, tendo que restringir a alimentação aos alunos; Moacir, Maria e Josimar também comentaram que deveria ser servido no mínimo dois pães para cada aluno, buscar uma alimentação variada com iogurte, café e outras quitandas no café da manhã e que seja servido no mínimo três tipos de hortaliças e dois tipos de carne; o Diretor Geral Flávio se comprometeu em conversar com a nutricionista e a equipe do refeitório para que a quantidade de alimentos sejam readequados, variados e que a proposta de hortaliças e carne sejam atendidas; outra indagação do presidente Dirceu e pela vice-presidente Maria foi sobre as bolas de futebol que ainda não haviam chegado, sobre as bolsas institucionais de iniciação científica e de extensão que ainda não haviam caído na conta dos alunos bolsistas e sobre a possibilidade do DCE “Guy Tôrres” abrir um barzinho para atender os alunos e comercializar refrigerante, salgados, água, picolés, entre outras coisas; segundo o Diretor Flávio Godinho as bolas de futebol já foram compradas e chegarão em breve, em relação às bolsas ele entrou em contato com o Neimar de Freitas Duarte, na Reitoria e este disse que verificaria e repassaria a questão ao Coordenador de Pesquisa Ricardo Monteiro Correa; quanto à comercialização no Campus, segundo o Diretor Geral, atualmente ela é exclusiva do Luiz Vaz, devido acordo contratual e que assim que for aberta nova licitação esta exclusividade não será mais acordada, de acordo com ele deverá ser aberta nova licitação em breve e citou que o DCE “Guy Tôrres” fazer uma parceria com a COETAGRI será uma boa associação, pois ambas as entidades visam beneficiar os estudantes e podem caminhar juntas no Campus; para finalizar foi comentado sobre o projeto da ciclovia e Josimar disse que já havia conseguido uma reunião com o prefeito Lélis Jorge Silva agendada para o dia nove deste mês. Nada mais havendo a tratar, o presidente do DCE “Guy Tôrres”, Dirceu Clemente Rocha Júnior declarou encerrada a reunião e eu, Josimar Rodrigues Oliveira, Secretário Geral do DCE “Guy Tôrres”, lavrei a presente ata, que será lida e após aprovada anexada à página quinze do livro ata que segue assinada por todos os presentes.
Bambuí, 03 de Maio de 2011.
** Apesar desta afirmação, a referida professora possui Mestrado em Agronegócio pela UFG (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4723888Y8)
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