sexta-feira, 29 de abril de 2011

OS 20 PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO TÉCNICA NO BRASIL


A educação superior no Brasil encontra-se realmente em situação de sucateação e a qualidade do ensino técnico e superior está em queda com a expansão desordenada da Rede Federal pelo país. Os investimentos dos governos federal, estadual e municipal tem deixado a desejar por todo o país. Ao participar do Encontro Nacional de Escolas Técnicas - ENET, promovido pela UBES nos dias 21 a 24 de Abril, o DCE "Guy Tôrres" pode observar a partir dos depoimentos de estudantes de nível técnico que a situação das escolas técnicas (ET's) e institutos federais (IF's) de todo o país é muito "caótica", principalmente daquelas instituições recém fundadas. Com base nos temas que foram discutidos pôde ser levantado os vinte principais problemas mais comuns nas ET's e IF's do Brasil. Veja os problemas mais comuns que se espalham pelo país com a expansão desordenada da Rede Federal:

1) Grades e planos de cursos desatualizados e incondizentes com as exigências do mercado de trabalho;
2) Diretores contrários a formação de Grêmios estudantis, impedindo os alunos de criarem um orgão de representação estudantil, sendo que este é um direito do estudante pela lei 7398/85;
3) Inibição de alunos por diretores por expressarem sua opinião, chegando ao ponto extremista de chamar a polícia para alunos de escolas técnicas que montaram grêmio estudantil na porta da escola, pois a diretora não aceitava a criação do mesmo na instituição, algo inconstitucional;
4) Eleições indiretas para diretores de IF's e ET's;
5) Diretores indicados pelos governadores dos estados para administrar escolas técnicas estaduais;
6) Falta de restaurante com sistema de "bandejão" e alimentação com baixo custo para estudantes;
7) Falta de assistência estudantil, sendo que as verbas liberadas pelo governo federal para os IF's não foram liberadas até hoje ou não são de conhecimento dos alunos, fatos ocorrido também nas ET's, que muitas das vezes nem possuem este tipo de setor para apoio estudantil;
8) Laboratórios sucateados com falta de estrutura ou estruturas muito antigas e inadequadas para o desenvolvimento de atividades práticas e algo mais tecnológico;
9) Falta de equipamentos, instrumentos, reagentes e outros materiais para aulas práticas;
10) Falta de infraestrutura para realizar atividades esportivas e culturais nas instituições;
11) Ausência de setor para assistência e orientação de alunos para estágios ou setor pouco atuante na instituição com baixa captação de vagas e pouco contato com empresas ligadas aos cursos existentes nas unidades educacionais;
12) Falta de água, luz, telefone e banheiros (isso não é piada, é falta de planejamento!!!)
13) Falta de professores em quantidade suficiente em relação ao número de alunos e cursos, além da contratação de professores de baixo nível acadêmico, o que leva a piorar a qualidade da educação;
14) Baixa qualidade do ensino, principalmente no estado de São Paulo, onde as ET's são tidas como as melhores do país e nas regiões Norte/Nordeste;
15) Falta de segurança nas instituições;
16) Cadeiras quebradas e salas de aula em condições precárias;
17) Salas de aula sem ambiência, com ausência de cortinas e ventiladores;
18) Alojamentos precários ou inexistentes;
19) Biblioteca com acervo desatualizado ou inexistentes;
20) Uso de bem público para interesses particulares.

Essa é a educação técnica que o governo está expandindo, sem estrutura, sem professores e sem qualidade e de tabela, os institutos federais que também comportam cursos superiores de tecnologia, bacharelado, engenharia e licenciaturas também acabam sofrendo com estes problemas. Uma solução para melhorar este cenário é a expansão racional com a reestruturação das antigas ET's e CEFET's (hoje IF's). Isso não tem ocorrido, o que temos visto é o salário de parlamentares aumentando de forma absurda e CORTE DE VERBA PARA A EDUCAÇÃO à fim de cortar gastos??? Façam-me entender essa lógica! Não é contraditório querer expandir sem investir? De acordo com o Portal UOL, as universidades federais podem perder até 10% do dinheiro utilizado para custeio por causa do corte de R$ 50 bilhões no orçamento determinado pela presidente Dilma Rousseff, e ainda estão em estudo também restrições a diárias e passagens utilizadas pelas instituições. 

Nenhum comentário: